Wednesday, 16 July 2008

Tunguska - 100 anos depois




Tunguska.Sibéria Central. 7h15 da manhã de 30 de junho de 1908. Há uma gigantesca explosão, com uma potência equivalente a 1000 bombas atómicas iguais à que explodiu em Hiroshima, após uma bola de fogo ser vista a atravessar o céu. Não foram encontrados vestígios de nada, mas uma onda de impacto devastou toda a região do lago Baikal, afectando em menor grau todo o norte da Europa. O mistério do que se passou naquela manhã continua por resolver passados 100 anos.
O facto da explosão ter ocorrido numa das mais remotas regiões do mundo, explica que apenas em 1927 tenha sido organizada a primeira expedição científica para estudar o misterioso acontecimento de Tunguska, dirigida pelo mineralogista russo Leonid Kulik. Este registou as primeiras imagens (foto em cima) da imensa região destruída pela explosão, mas não conseguiu localizar qualquer cratera que pudesse fornecer indícios sobre a natureza do acontecimento.

Descrição do fenómeno
Segundo a descrição das testemunhas uma bola de fogo atravessou o céu e ao tocar o horizonte gerou uma enorme explosão. Foram destruídos aproximadamente 2 000 quilômetros quadrados de floresta em redor do local do suposto impacto.

Consta que a onda de choque causada pela explosão se propagou pela atmosfera e circundou o planeta Terra por duas vezes.

Durante dois dias, em Londres, a cerca de dez mil quilômetros de distância do evento podia-se ler o jornal à noite, graças à luminosidade remanescente, devida à quantidade de poeira finíssima dispersa na atmosfera terrestre.


O que explodiu em Tunguska?
São várias as hipóteses que foram sendo levantadas ao logo destes 100 anos sobre o evento ocorrido em Tunguska. Segundo alguns cientistas, pode ter sido algum fragmento de antimatéria destruído em energia ao se deslocar na atmosfera da Terra lançando raios gama. O que contradiz esta teoria é a ausência de radioactividade residual em quantidade significativa.

Alguns físicos defendem a teoria da passagem de um minúsculo buraco negro pela Terra. Porém não existem registros de ondas de choque provenientes do Atlântico Norte.

Existem aqueles, eu incluido, que acreditam ter sido uma nave espacial alienígena que se desintegrou, embora não existam vestígios que comprovem tal coisa. Será que ficariam alguns fragmentos intactos de uma máquina que causa uma explosão desta dimensão?!?!?

Também não existem vestígios de cratera de impacto na região, ou seja, fosse o que fosse explodiu supostamente no ar e não ao bater na terra.

A conclusão que reune maior concenso ou a única explicação aceitável para os cientistas é a provável queda de um pedaço de cometa a uma velocidade de entrada na atmosfera terrestre em torno de 30Km por segundo. O seu tamanho seria cerca de cem metros de comprimento, pesando cerca de um milhão de toneladas.


Tunguska e Tesla
Na noite de 30 de junho de 1908, no fuso horário de Nova York, o cientista Nikola Tesla fazia um teste na torre do seu laboratório de Wardenclyffe em Long Island do que seria um Raio da Morte.

Naquela época Robert Peary fazia a sua segunda tentativa de chegar ao pólo norte e já havia sido avisado por Tesla para ficar atento a qualquer evento anormal, pois eles estariam tentando fazer contato com a sua expedição.

Tesla apontou o raio para o Ártico, num ponto calculado como estando a oeste da expedição de Peary e excetuando-se uma luminosidade fracamente percebida na extremidade do equipamento e uma coruja que teria sido desintegrada ao sobrevoar proximo a torre de Wardenclyffe nada mais foi relatado, nem em jornais nem em respostas aos telegramas que Tesla havia enviado a Peary.

Pronto para considerar o teste como um fracasso Tesla recebeu noticias de um estranho evento ocorrido na Sibéria, uma explosão equivalente a quinze megatons de TNT. Tesla desmontou o raio imediatemente pois acreditava que ele era perigoso demais para continuar existindo.

Como os princípios por trás do Raio da Morte nunca foram compreendidos totalmente e por ter inventado a Corrente Alternada e formas de transmissão de energia sem fio, sendo responsável pelo recorde em uma descarga elétrica artificial fica o relato de, no mínimo, uma coincidência a ser considerada.


A possibilidade de ser um Cometa
Os indícios encontrados por Emlen V. Sobotovich levam a crer que realmente o evento de Tunguska foi a queda de um pequeno cometa.

Os cometas são formados principalmente de gelo de metano (CH4), gelo de amônia (NH3), e gelo de água (H2O). Entrando na atmosfera da Terra com uma velocidade de 30 km por segundo, um objeto destes produzirá uma enorme bola de fogo que irradiará muita luz e energia, causará uma onda de vento de grande intensidade e temperatura que queimará instantaneamente árvores e o que estiver em seu caminho.

Causará uma onda de impacto que será sentida em todo o planeta e não fará cratera alguma, já que se atingir a superfície da Terra, apesar do impacto, a massa será aparentemente líquida. Porém haveria indícios do cometa espalhados pela superfície na forma de micro-diamantes. Estes diamantes são formados pela enorme pressão e temperatura no momento de reentrada e no impacto com a superfície. A matéria prima é o carbono do metano do próprio cometa que se aquece rapidamente e não se dispersa, ao contrário do hidrogênio. Foram estes minúsculos diamantes que Emlen V. Sobotovich encontrou na região do suposto impacto cometário.

Novas provas
Recentemente surgiram indícios consistentes sobre a natureza do fenómeno que produziu a explosão de 1908. O grupo liderado pelo Prof. Giuseppe Longo da Universidade de Bolonha descobriu um pequeno lago, o Lago Cheko, no coração da imensa zona afectada pela explosão cujas características indicam uma formação recente e distinta dos restantes lagos da região. A profundidade do Lago Cheko aumenta abruptamente das margens para a zona central, contrastando com o perfil dos restantes lagos da região cujo fundo é relativamente plano em toda a sua dimensão. A intensa reflexão acústica proveniente da zona central do lago registada pelos instrumentos da equipa de Bolonha e uma anomalia magnética medida na mesma zona permitem antever a existência de um objecto denso soterrado no centro do Lago Cheko.
O grupo de Giuseppe Longo realizou até hoje várias expedições. Actualmente, Longo está a preparar uma nova expedição que permita confirmar a existência de um objecto rochoso soterrado no fundo do lago, fundamentando a tese de a explosão ter sido produzida durante a entrada na atmosfera de um corpo rochoso com algumas dezenas de metros, cujo acaso colocou a sua trajectória na rota do planeta Terra nessa manhã de Junho de 1908.
Será que algum dia se vai saber o que se passou em Tunguska?

Foto: Leonid Kulik - 1927
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Os Delfins acabaram!!! - Será?!?!?

Se alguém ainda achava que "Os Contemporâneos" não tinham piada provavelmente vão mudar de ideias depois disto. Os será que ainda vou ser só eu que lhes vou continuar a achar piada?!?!



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Tuesday, 15 July 2008

Standing Next To Me - Last Shadow Puppets

Muito, muito bom o 2º single a sair do 1º Cd dos Last Shadow Puppets.
Para ver e rever....


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Bronca na TVI



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Thursday, 10 July 2008

Truques para poupar gasolina

Este texto é supostamente de alguém que percebe do assunto porque trabalha numa refinaria.
Não sei se é verdade ao não mas como é de fácil aplicação cada um tirará as suas conclusões.

*1º.Truque: Encher o tanque pela manhã cedo.*
A temperatura ambiente e do solo é mais baixa. Todas as estações de serviço têm os seus depósitos debaixo de terra. Ao estar mais fria a terra, a densidade da gasolina e do diesel é menor. O contrário se passa durante o dia, que a temperatura do solo sobe, e os combustíveis tendem a expandir-se. Por isto, se você enche o tanque ao médio dia, pela tarde ou ao anoitecer, o litro de combustível não será um litro exatamente. Na indústria petrolífera a gravidade específica e a temperatura de um solo tem um papel muito importante. Onde eu trabalho, cada carregamento de combustível nos caminhões é cuidadosamente controlada no que diz respeito à temperatura. Para que a cada galão vertido na cisterna do caminhão seja exato.

*2º Truque: Quando encher o tanque, não aperte a pistola ao máximo. Segundo a pressão que se exerça sobre a pistola, a velocidade pode ser lenta, média ou alta. Prefira sempre o modo mais lento e poupará mais dinheiro. Ao surtir mais lentamente, cria-se menos vapor, e a maior parte do vertido converte-se num cheio eficaz. Todas as mangueiras surtidoras devolvem o vapor à o tanque. Se encherem o tanque apertando a pistola ao máximo uma verdadeira percentagem do precioso líquido que entra no depósito se transforma em vapor e volta pela mangueira do surtidor ao depósito da estação. Com o qual, conseguem menos combustível pelo mesmo dinheiro.

*3º. Truque: Encher o tanque antes de que este baixe da metade.* Quanto mais combustível tenha no depósito, menos ar há no mesmo. O combustível se evapora mais rapidamente do que você pensa. Os grandes depósitos cisterna das refinarias têm tetos flotantes no interior, mantendo o ar separado do combustível, com o objetivo de manter a evaporação ao mínimo.

*4º Truque: Não encher o tanque quando o posto estiver sendo reabastecido e nem imediatamente depois.* Se chega você ao posto de serviço e vê um caminhão cisterna que está repondo os tanques subterrâneos da mesma, ou os acaba de reabastecer, evite, se puder, abastecer em dita estação nesse momento. Ao rreabastecer os tanques, remove-se o combustível restante nos mesmos e os sedimentos do fundo. Assim sendo você corre o risco de abastecer combustível sujo.
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G8 - Trufas e Caviar para matar a fome...


Os líderes das oito economias mais industrializadas do mundo (G8), reunidos numa cimeira no Japão, estão a causar espanto e repúdio na opinião pública internacional, após ter sido divulgada aos órgãos de comunicação social a ementa dos seus almoços de trabalho e jantares de gala. Reunidos sob o signo dos altos preços dos bens alimentares nos países desenvolvidos - e consequente apelo à poupança -, bem como da escassez de comida nos países mais pobres, os chefes de Estado e de Governo não se inibiram de experimentar 24 pratos, incluindo entradas e sobremesas, num jantar que terá custado, por cabeça, a módica quantia de 300 euros.Trufas pretas, caranguejos gigantes, cordeiro assado com cogumelos, bolbos de lírio de Inverno, supremos de galinha com espuma de raiz de beterraba e uma selecção de queijos acompanhados de mel e amêndoas caramelizadas eram apenas alguns dos pratos à disposição dos líderes mundiais, que acompanharam a refeição da noite com cinco vinhos diferentes, entre os quais um Château-Grillet 2005, que está avaliado em casas da especialidade online a cerca de 70 euros cada garrafa.Não faltou também caviar legítimo com champanhe, salmão fumado, bifes de vaca de Quioto e espargos brancos. Nas refeições estiveram envolvidos 25 chefs japoneses e estrangeiros, entre os quais alguns galardoados com as afamadas três estrelas do Guia Michelin.Segundo a imprensa britânica, o "decoro" dos líderes do G8 - ou, no mínimo, dos anfitriões japoneses - impediu-os de convidar para o jantar alguns dos participantes nas reuniões sobre as questões alimentares, como sejam os representantes da Etiópia, Tanzânia ou Senegal.Os jornais e as televisões inglesas estiveram na linha da frente da divulgação do serviço de mesa e das reacções concomitantes. Dominic Nutt, da organização Britain Save the Children, citado por várias folhas online, referiu que "é bastante hipócrita que os líderes do G8 não tenham resistido a um festim destes numa altura em que existe uma crise alimentar e milhões de pessoas não conseguem sequer uma refeição decente por dia". Para Andrew Mitchell, do governo-sombra conservador, "é irracional que cada um destes líderes tenha dado a garantia de que vão ajudar os mais pobres e depois façam isto".A cimeira do G8, realizada no Japão, custou um total de 358 milhões de euros, o suficiente para comprar 100 milhões de mosquiteiros que ajudam a impedir a propagação da malária em África ou quatro milhões de doentes com sida. Só o centro de imprensa, construído propositadamente para o evento, custou 30 milhões de euros.

Wednesday, 9 July 2008

Descoberto álbum esquecido de Jimi Hendrix



Vai ser editado um registo inédito de Jimi Hendrix com Stephen Stills, dos Crosby, Stills and Nash. O material foi gravado nos anos 70 e ficou esquecido durante 30 anos. Segundo o Las Vegas Sun , Stills esqueceu-se do material pouco depois da sua gravação, estando agora a preparar a sua edição com o colega de banda Graham Nash. Em declarações ao jornal norte-americano, Nash descreveu Stills nos anos 70 como "um maníaco das gravações". Lembrando a expressão com que o músico lhe deu a notícia - "tinha-me esquecido!" - Nash ironizou que é caso para querer ouvir cada registo do músico, não vá ele também ter gravado com o mítico Al Jolson.

Resumindo, o Stills grava material com aquele que já na altura era considerado o maior guitarrista de todos os tempos e ...esqueceu-se?!?!?! Podia-se ter esquecido de calçar as meias, de lavar os dentes ou de se pentear mas não...esqueceu-se que tinha gravado um disco com o Hendrix. É uma coisa banal, do tipo vou ali ao banco levantar 10€!!! Mais misterioso ainda é saber como é que alguém se esquece disso passado uns dias e volta-se a lembrar passados 30 anos.

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Wednesday, 2 July 2008

Estes putos têm talento!


Há muito tempo que não ouvia nada novo e tão bem feito.
Alex Turner dos Artic Monkeys e Miles Kane dos The Rascals assinam um disco fabuloso.

Para conferir em:
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Tuesday, 25 September 2007

Serra da Arrábida - O fim prometido


O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) revogou a decisão tomada pela comissão directiva do Parque Natural da Arrábida e deu luz verde à alteração das cotas de exploração da SECIL nas pedreiras do Outão.
A alteração prolongará a vida útil da exploração das pedreiras do ano de 2021 até 2044. A decisão foi comunicada à SECIL e ao Ministério da Economia a 13 de Julho pelo ICNB, dois meses e meio depois da extinta Comissão Directiva do Parque Natural da Arrábida (PNA) ter dado parecer negativo ao projecto.

O processo que prevê o aumento em profundidade das pedreiras de Vale de Mós A e B, no Outão, na Serra da Arrábida, arrasta-se desde o ano de 2003, tendo o projecto sido chumbado pelo PNA diversas vezes desde então.
Esta decisão permite duplicar o volume de extracção previsto em 2000, de 18 milhões de m3 para 36 milhões de m3 de massa mineral, o que prolonga a vida útil da exploração.

O antigo representante das autarquias de Setúbal, Sesimbra e Palmela junto do PNA acusou a Secretaria de Estado do Ambiente de ter exercido pressões sobre a extinta comissão directiva, no sentido de aprovar o projecto.
Actualmente, a antiga directora do parque é alvo de um processo disciplinar por alegadas irregularidades processuais cometidas aquando da última reunião da comissão, na qual o projecto foi chumbado pela última vez.

Palavras para quê? Estamos em Portugal!

Fonte: Sol

Sunday, 5 August 2007

Manu Chao no Sudoeste 2007

O Festival Sudoeste voltou a ser um grande festival. Para isso bastou a presença de Manu Chao na edição deste ano. Depois de 2 anos em que o cartaz não lembrava a ninguem, a organização resolveu presentear o publico com uma presença desejada desde há muitos anos no evento. O concerto foi fabuloso. Não há muitas palavras que o descrevam. É daqueles momentos unicos que não é possivel descrever. Ou se está lá ou então.....
O que é de destacar acima de tudo é o prazer, o gozo e a alegria com que Manu Chao e toda a banda tocam. O Sudoeste voltou a ter por algumas horas o tal espirito que muita gente fala mas que tinha desaparecido desde há muito tempo a esta parte.

Proxima Estacion ESPERANZA...